sexta-feira, 15 de abril de 2016

Campanha Crowdfunding - "Sobre a Campanha" sem limitações de espaço.

Um dia decidi tentar dar um passo em frente. Não sabia muito bem onde ia dar, mas decidi que queria dar tudo por tudo por ter experiências memoráveis. Agarrar a VIDA pela raiz e deixá-la tomar conta de mim.

Tive esta realização numa pequena viagem de duas semanas à Índia, em 2009. Voltei a Inglaterra, onde trabalhava como psicólogo, despedi-me, e decidi lançar-me.
Fui de Portugal a Singapura e daí de volta à nação, numa epopeia de 50.000km por terra, 20.000 dos quais à boleia.

Já tinha percebido que viajar era uma paixão, e que escrever também o era. Percebi aí a paixão de os combinar e escrevi o "Daqui Ali - De Portugal a Singapura Por Terra", que publiquei em 2013.

Vim assim dessa viagem, e por isso não tardou a ter de ir novamente. Queria ir para um sítio novo, e de uma maneira nova para mim. Ia ser África, e ia de bicicleta! Aceitei tudo o que as boas intenções me disseram acerca de como ia morrer e ser assaltado mil vezes mas não fiz caso suficiente para deixar de ir, e parti em Janeiro de 2014, mesmo da porta de minha casa, em Vale de Cambra, com o Cabo da Boa Esperança na minha mente.
Em 15 meses atravessei 21 países da África Atlântica.

O que é que tu podes retirar deste livro?
  • É possível!
Foi uma viagem difícil, com vários obstáculos que por vezes pareciam intransponíveis. Mas difícil não é o mesmo que impossível. Antes desta viagem o máximo que tinha pedalado num dia tinha sido 12km. 12km! Só. No entanto isso não me impediu de ir. Claro que me custou habituar-me mas, como ser humano que sou, habituei-me!
  • É perigoso?
Não, não é perigoso, e nada como ouvir os relatos de alguém que passou por situações que antes de aparecerem se afiguravam como tal. O mundo é um lugar seguro e a grande, grande maioria das pessoas não quer nada senão o nosso bem-estar. Foi isto que encontrei África fora, e são essas experiências que partilho aqui.
  • Inspiração
Sinto-me sempre um pouco constrangido em estar aqui a afirmar que te posso inspirar pois, afinal de contas, quem sou eu, não é? Pelos vistos, sou só uma pessoa. Mas as pessoas que são só pessoas podem inspirar outras pessoas, tal como outras me inspiraram a mim. Talvez a maneira como eu te possa inspirar seja mostrando o quão fácil é partir a partir do momento em que tomámos essa decisão, se é isso que queres mesmo fazer. Não acho que toda a gente deva viajar, acho sim que as pessoas devem fazer seja o que for que as faz felizes. Para mim é isto, e quem sabe se ao ler estes passos que eu tomei para me libertar das correntes da normalidade tu próprio/a não estarás mais próximo/a disso...
  • Truques
Depois de ter visitado mais de 80 países em várias viagens ganhei algumas experiência, aprendendo alguns truques, maneiras de nos safarmos de algo. Não vais ficar a saber tudo, pois eu também não o sei, nem nunca o saberei mas, da mesma forma que eu beneficiei também de conselhos de outros viajantes, tu também podes com este livro.


O que aconteceu nesta viagem?
  • Atravessei o Deserto do Sara;
  • Passei uma tarde com revolucionários pela independência do Saara Ocidental;
  • Andei no comboio mais longo do mundo na Mauritânia, num louco desvio deserto adentro;
  • Atravessei a fronteira da Guiné-Bissau para a Guiné-Conacri por carreiros pelo meio da selva;
  • Fui detido na Serra Leoa por polícias totalmente bêbedos à meia-noite;
  • Fui parado pela polícia 23 vezes na Nigéria, confundido com terroristas dezenas de vezes e detido umas horas;
  • Fiz de xamã numa alucinante cerimónia com uma tribo na floresta do Gabão;
  • Estive a cinco metros de um gorila na floresta do Gabão enquanto pedalava;
  • Foi-me recusada a entrada na República Democrática do Congo, tendo de vir a Portugal a meio por isso;
  • Atravessei Angola num mês despendendo apenas 10€;
  • Atravessei o Deserto do Namibe;
  • ...cheguei ao Cabo!
E tantas, tantas outras experiências que são tão mais difíceis de explicar numa linha repentina.

Tal como na minha primeira viagem, o que aprendi com este périplo africano não cabe nestas palavras, neste site... mal cabe em mim. Mas o que cabe eu partilhei neste livro, que escrevi e agora aguarda a edição. Aprendi um pouco mais acerca do mundo, acerca das pessoas e dos corações que por elas palpitam. Como os nossos.

VEM NESTA VIAGEM COMIGO!

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